Trata-se de um documentário de
João Jardim produzido entre 2004 e 2005, é um trabalho que trabalha com
bastante profundidade as temáticas relacionadas à vida dos adolescentes das
escolas brasileiras, no trabalho o autor vai fazendo descrição dessa realidade
focada em jovens de quatro escolas de regiões diferentes, sendo uma em
Pernambuco, São Paulo, Duque de Caxias e outra no Rio de Janeiro, sendo que
todas as escolas relatadas no documentário pertencem à rede municipal de
ensino. No decorrer do filme João apresenta uma escola partícula do Rio de
Janeiro e aparece também uma instituição aparentemente responsável por tratar
adolescentes viciados em drogas. A obra inicia mostrando informações referentes
à educação da década de 60, e uma voz vai narrando as dificuldades enfrentadas
pela educação na época, dificuldades essas que em pleno século XXI ainda são as
mesma que atrapalham o processo educacional. Para produzir seu trabalho João
sai pelo sertão de Pernambuco buscando informações junto aos professores e
alunos a respeito da realidade educacional do local que, diga-se de passagem,
que como sempre não são as melhores, pois sabemos que a educação brasileira foi
continua sendo e sempre será caótica. Não é atoa que em pleno 2014 ainda existam
alunos estudando em escolas com estruturas precárias. Isso quando tem estrutura
porque muitas vezes nem escola tem e muitos dos alunos necessitam improvisarem
sob arvores o ambiente escola, ou em residências desativadas em estados
precários. Como podemos acompanhar em reportagens recém passadas na rede globo
de televisão e na rede Record de televisão que abordaram as duas faces da
educação brasileira, onde podemos perceber que a educação no Brasil ainda esta
longe de ser ou ter alguma qualidade. Regiões brasileiras em que nem escola os
alunos disponibilizam para estudar outras onde o ensino não é considerado de
qualidade e entre outros graves problemas enfrentados pela educação no Brasil.
Procurando mostrar essa realidade da educação João partiu em buscar de fatos a
respeito da educação brasileira, nesse trabalho ele acompanha o dia a dia das
escolas filmando entrevistando os alunos e professores tem contato com
adolescentes que convivem de perto com as drogas, criminalidade, violência, a
falta de estrutura de higiene desses ambientes, ou seja, lugares abandonados
pela politica educacional, levando a essa juventude a uma total apatia pela
educação por não visualizar um futuro promissor. Durante a gravação do
documentário ele se depara com profissionais cansados sem estímulos para
trabalhar, por serem hostilizados em sala de aula muitas vezes por alunos que
não enxergam na educação a saída para os problemas sociais que
enfrentam. Em Pernambuco João pode verificar uma situação em que os alunos
têm que se deslocar em transporte que não oferece acentos para todos os
estudantes, além de não serem confortáveis. Descaso não para por ai quando
chegam à escola não disponibilizam de água potável, banheiro higienizado a
estrutura das escolas assemelham-se a casas abandonadas em situações de
deterioração. Mas ao meio de tanto descaso com a educação João ainda encontra
excelentes estudantes que mesmo diante tamanha dificuldade ainda conseguem se
sobressair, mas infelizmente os professore por motivo da situação estrutural
das escolas perderam o encantamento com a educação e não valorizam o potencial
de seus educando. E como consequência desses desestimulo por parte dos
educadores passa a existir a aprovação automática, que é um grande mal da
educação, pois tira a oportunidade do educando de vencer por mérito. No
desenrolar do filme João apresenta a realidade de uma escola do Rio de Janeiro
e de São Paulo, onde a realidade é bem diferente pelo menos em relação à
questão de estruturas, mas que em alguns aspectos ainda deixa a desejar.
Questões sociais como tráfico de drogas, violências, medo e professores sem
estímulos para ensinar se sentido coagido pelo social em que estão inseridos
são problemas enfrentados por professores e alunos das escolas de São Paulo e
Rio de Janeiro. O mais engraçado é que desde o inicio do documentário e inicio
do processo educacional no Brasil as dificuldades os problemas são os mesmos, e
nada é feito para resolver essas questões, muito se fala em investimento na
educação programas e projetos são criados visando melhorar a educação, pelo
menos é o que o governo faz questão de mostrar na mídia. Só que apenas não
passa realmente de propagando, pois esses recursos verdadeiramente não são bem
gerenciados ou se quer chega onde realmente necessitar chegar. Enfim, o filme
mostra a realidade da educação brasileira e que nos apresenta a cara do nosso
país, que não investem nos seus herdeiros, até porque todos sabem que o futuro
de um país são os seus jovens, a partir daí o autor nos mostra onde tá errado e
no que podemos melhora para que o nosso país esteja em boas mãos no futuro. Com
base nessa realidade fica mais forte ainda a ideia de que os detém o poder não
tem interesse de investir na educação, pois ela tem o poder de liberta às
pessoas contribuindo para que as mesmas saiam da situação de dominação por
parte de quem tem o poder de controlar as diretrizes do país.
O que é o programa:
O IDEB é um indicador que combina os dados de fluxo escolar, especificamente, as taxas de aprovação – obtidas a partir do Censo da Educação Básica - com os dados de desempenho escolar – obtidos a partir da Prova Brasil e SAEB. O Ideb é calculado para cada uma das etapas de ensino e está definido entre valores de 0 a 10. De acordo com a última divulgação, a de 2009, o IDEB para as séries iniciais do ensino fundamental é de 4,6; para as séries finais do ensino fundamental é de 4 e para o ensino médio é de 3,6.
Objetivo:
Permitir o acompanhamento da evolução da qualidade da educação.
Data de início: 2007
Instrumento legal que o instituiu: DECRETO Nº 6.094
Por que foi criado:
Com o IDEB, ampliam-se as possibilidades de mobilização da sociedade em favor da educação, uma vez que o índice é comparável nacionalmente e expressa em valores os resultados mais importantes da educação: aprendizagem e fluxo. A combinação de ambos tem também o mérito de equilibrar as duas dimensões: se um sistema de ensino retiver seus alunos para obter resultados de melhor qualidade no Saeb ou Prova Brasil, o fator fluxo será alterado, indicando a necessidade de melhoria do sistema. Se, ao contrário, o sistema apressar a aprovação do aluno sem qualidade, o resultado das avaliações indicará igualmente a necessidade de melhoria do sistema.
O IDEB também é importante por ser condutor de política pública em prol da qualidade da educação. É a ferramenta para acompanhamento das metas de qualidade do Plano de Desenvolvimento da Educação - PDE. O PDE estabelece, como meta, que em 2022 o IDEB do Brasil seja 6,0 – média doas países desenvolvidos.
Foram traçadas metas para cada uma das etapas de ensino, bem como metas individualizadas para escolas, municípios, estados e para o país como um todo. Para os anos iniciais, por exemplo, a idéia é que o Brasil alcance o IDEB de 6,0 em 2022. As metas fornecem o caminho esperado que o país deve seguir para alcançar os parâmetros desejados em termos de qualidade da educação.
Descrição dos resultados alcançados:
O INEP já divulgou IDEB de 2005, 2007 e 2009. Os resultados estão apresentados na pagina do INEP (http://portalideb.inep.gov.br/) para qualquer usuário interessado. Há informação detalhada por escola, município, rede, unidades da federação e para o país como um todo, para cada um dos anos.
http://gestao2010.mec.gov.br/o_que_foi_feito/program_81.php

