sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Comunidade Surda e a Libras (cultura surda)

librasOs surdos, além de serem indivíduos que possuem surdez, por norma são utilizadores de uma comunicação espaço-visual, como principal meio de conhecer o mundo em substituição à audição e à fala tendo ainda uma cultura característica. No Brasil eles desenvolveram a LIBRAS, e em Portugal, a LGP (Língua Gestual Potuguesa). Já outros, por viverem isolados ou em locais onde não exista uma comunidade surda, apenas se comunicam por gestos. Existem surdos que por imposição familiar ou opção pessoal preferem utilizar a língua falada.
Cultura surda é o jeito de o sujeito surdo entender o mundo e de modificá-lo a fim de se torná-lo acessível e habitável ajustando-os com as suas percepções visuais, que contribuem para a definição das identidades surdas e das “almas” das comunidades surdas. Isto significa que abrange a língua, as idéias, as crenças, os costumes e os hábitos de povo surdo. Descreve a pesquisadora surda:
[...] As identidades surdas são construídas dentro das representações possíveis da cultura surda, elas moldam-se de acordo com maior ou menor receptividade cultural assumida pelo sujeito. E dentro dessa receptividade cultural, também surge aquela luta política ou consciência oposicional pela qual o individuo representa a si mesmo, se defende da homogeneização, dos aspectos que o tornam corpo menos habitável, da sensação de invalidez, de inclusão entre os deficientes, de menos valia social.
(PERLIN, 2004, p. 77-78)
Os surdos sempre foram, historicamente, estigmatizados, considerados de menor valor social. Afinal, faltava-lhes a característica eminentemente humana: a linguagem (oral, bem entendido) e suas virtudes cognitivas. Sendo destituídos dessas “virtudes”, os surdos eram “humanamente inferiores”.A língua de sinais era considerada apenas uma mímica gestual, e sempre houve preconceitos com relação ao uso de gestos para a comunicação. A exclusão profissional e social dos surdos ainda hoje confirma que a linguagem pode ser fonte de discriminação e de organização social restritiva. Essa discriminação não ocorre apenas quando há diferenças de nacionalidade, cor, perfil socioeconômico ou religião. Entre os surdos e os ouvintes há uma grande diferença que os distingue: a linguagem oral.
Assim, os surdos são, não raras vezes, situados a meio caminho entre os ouvintes, considerados humanos de qualidade superior, ou humanos em toda a sua plenitude, e os subumanos, desprovidos de todos os traços que os assemelham aos seres humanos.
Referências Bibliográficas:
Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/es/v26n91/a13v2691.pdf&gt;. Acesso em 11 de ago. 2014.
Disponível em: <http://coral.ufsm.br/edu.especial.pos/images/historia.pdf&gt;. Acesso em 11 de ago. 2014.


Educação bilíngue para surdos e inclusão

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A educação de surdos em escolas tradicionais ainda é um desafio no Brasil.
Políticas de inclusão têm tentado corrigir questões históricas no ensino de surdos no Brasil. Excluídos durante muito tempo do processo educativo tradicional, eles começaram, nos últimos anos, a compartilhar as salas com ouvintes em algumas escolas do País. Contudo, a existência de classes mistas, vista como alternativa para integrar crianças e jovens surdos à comunidade, nem sempre funciona. Há relatos negativos, de alunos desmotivados, com dificuldade de aprendizagem e inseridos em ambientes sem infraestrutura adequada.
De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), em 2010, 71.283 alunos deficientes auditivos, surdos e portadores de surdez e cegueira estiveram matriculados na educação básica, tanto em classes regulares quanto em escolas ou turmas de ensino especializado. Até 2015, todos os cursos de licenciatura e pedagogia brasileiros deverão contratar um profissional de Libras. O objetivo é auxiliar na formação dos futuros professores da educação básica.
Quando se propõe a inclusão de crianças surdas na escola regular, várias interrogações vêm à tona, colocando em dúvida se essa experiência é capaz de incluí-las no contexto sem mudar a representação dos ouvintes, ou se é mais uma vivência que, mascaradamente, associa-se ao sistema de exclusão. Falar de inclusão/ exclusão requer uma busca de conhecimento capaz de esclarecer situações e propor uma prática coerente com seu discurso. Afirmar isso quer dizer que, se a prática e o discurso da inclusão não se transformarem, os surdos estarão vivenciando, sistematicamente, a chamada inclusão excludente, descrita por Skliar (1998). Esse autor define inclusão excludente como uma forma, relativamente nova, através da qual parece que um grupo é considerado dentro de um sistema plural, dentro de um sistema democrático, mas é lá dentro que se pratica a exclusão.

Fonte: Internet

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Os defensores da língua de sinais para os povos surdos asseguram que é na posse desta língua que o sujeito surdo construirá a identidade surda, já que ele não é sujeito ouvinte. A maioria das narrativas tem como base a ideia de que a identidade surda está relacionada a uma questão de uso da língua.
Fonte: STROBEL, Karin. As imagens do outro sobre a cultura surda. Florianópolis. Editora UFSC. 2008. (p.89)

Antes a história cultural dos povos surdos não era reconhecida, os sujeitos surdos eram vistos como deficientes, anormais, doentes ou marginais. Somente depois do reconhecimento da língua de sinais, das identidades surdas e, na percepção da construção de subjetividade, motivada pelos Estudos Culturais, é que começaram a ganhar força as consciências político-culturais. Em determinados momentos, quando a luta por posições de poder ou pela imposição de idéias revela o manifesto política cultural dos povos surdos.
Fonte: STROBEL, Karin. As imagens do outro sobre a cultura surda. Florianópolis. Editora UFSC. 2008. (p.90)


http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo7/libras/unidade1/comunidade_culturasurda.htm

Comunidade Surda do Brasil

As comunidades surdas estão espalhadas pelo país, e como o Brasil é muito grande e diversificado, as pessoas possuem diferenças regionais em relação a hábitos alimentares, vestuários e situação socioeconômica, entre outras. Estes fatores geraram também algumas variações linguísticas regionais. 

Cultura surda é o jeito de o sujeito surdo entender o mundo e de modificá-lo a fim de se torná-lo acessível e habitável ajustando-os com as suas percepções visuais, que contribuem para a definição das identidades surdas e das “almas” das comunidades surdas. Isto significa que abrange a língua, as idéias, as crenças, os costumes e os hábitos de povo surdo. Descreve a pesquisadora surda:
[...] As identidades surdas são construídas dentro das representações possíveis da cultura surda, elas moldam-se de acordo com maior ou menor receptividade cultural assumida pelo sujeito. E dentro dessa receptividade cultural, também surge aquela luta política ou consciência oposicional pela qual o individuo representa a si mesmo, se defende da homogeneização, dos aspectos que o tornam corpo menos habitável, da sensação de invalidez, de inclusão entre os deficientes, de menos valia social.
(PERLIN, 2004, p. 77-78)
Fonte: STROBEL, Karin. As imagens do outro sobre a cultura surda. Florianópolis. Editora UFSC. 2008. (p.24)

Quantos Surdos no Brasil?
      "A população surda global está estimada em torno de quinze milhões de pessoas (Wrigley, 1996, p. 13), que compartilham o fato de serem linguística e culturalmente diferentes em diversas partes do mundo. No Brasil, estima-se que, em relação à surdez, haja um total aproximado de mais de cinco milhões, setecentos e cinqüenta mil casos (conforme Censo Demográfico de 2000), sendo que a maioria das pessoas surdas utiliza a língua brasileira de sinais (LIBRAS).(Karnopp, 2008, p. 16, Manual da disciplina de Libras EDU 3071 - digitalizado)


quinta-feira, 17 de julho de 2014

   
                                                                             

                                  

        O consumo acelerado dos recursos naturais e a deposição de resíduos e materiais descartados pela população denominados lixo são fatores importantes na crescente degradação ambiental; todas as consequências provenientes dessa prática, tais como poluição visual, proliferação de vetores de doenças, esgotamento de recursos primários, redução da biodiversidade, têm importância no contexto. Esses problemas são heranças do comportamento das gerações humanas passadas e vêm se agravando ao longo dos tempos. A dinâmica dos resíduos é hoje um assunto com grande destaque para o mundo, pois a exploração dos recursos naturais, a degradação do meio ambiente e a ocupação espacial pelo resíduo trazem problemas que afetam diretamente o meio social em que vivemos e ocasionam sérios desequilíbrios naturais. O homem sempre foi o motivo principal da produção e do consumo de bens e de serviços, sempre buscando satisfazer suas necessidades econômicas desde a revolução Industrial, ocorrida no século XIX, e a inserção dos novos hábitos, decorrentes da produção industrializada de bens foram os principais condicionantes do aumento de consumo e da cultura do descarte, desencadeando, assim, um processo de degradação ambiental no planeta causado pela produção exacerbada de resíduos sólidos.        Produtos com embalagens de descarte rápido, muitas vezes imediato, ou seja, logo após a aquisição do produto, é uma realidade. As embalagens de produtos de uso corriqueiro têm alto potencial de reciclagem. O fator preocupante é que tais embalagens descartadas, denominadas aqui de Resíduos de Geração Imediata, não passam por nenhum processo de reciclagem e são incorporadas aos Resíduos Sólidos Domiciliares, que é um grande erro por parte da população. Boa parte delas é destinada aos aterros sanitários, mas parte significativa é incorporada irregularmente aos resíduos da construção civil ou fica vagando pelas vias públicas causando transtornos de diversas ordens quando não são descartadas próximas a mananciais ou reservas de água. 
O processo recomendado para a disposição adequada do lixo domiciliar é o aterro, existindo dois tipos: os aterros sanitários e os aterros controlados. A diferença básica entre um aterro sanitário e um aterro controlado é que este último prescinde da coleta e tratamento do chorume, assim como da drenagem e queima do biogás. O grande gargalo para a implantação dos aterros sanitários são os gastos com elaboração do projeto as licenças até a conclusão da obra que exige investimentos por parte dos municípios, e muitos preferentes depositarem seus resíduos em aterros improvisados mesmo que sejam prejudiciais ao meio ambiente.   




      A disposição inadequada de resíduos sólidos no solo é um problema que é constatado na grande maioria dos municípios brasileiros, registrando-se milhares de locais inventariados, onde é necessária a remediação e a recuperação ambiental de áreas degradadas, bem como ações enérgicas no sentido de recuperar socialmente pessoas, que vivem de forma miserável da "catação de lixo". No Brasil, a forma mais barata e adequada para o destino final dos Resíduos Sólidos Domiciliares, RSD, é a disposição em forma de aterro sanitário. Efetivamente, as pequenas comunidades cujo número de habitantes é menor que 20.000 (73% dos municípios brasileiros) carecem de informações técnicas sobre os métodos de disposição final adequado a sua realidade, no que diz respeito aos aspectos de projeto, execução, operação e monitoramento ambiental. A disposição final dos resíduos coletados em pequenas comunidades é, em geral, realizada em valas / trincheiras, utilizando-se de técnicas basicamente de terraplenagem, e após a disposição, os resíduos são cobertos com solo todo dia. Essa forma de disposição é mais adequada que a feita nos “lixões” a céu aberto. Com o planejamento adequado a cada situação local o Aterro Sanitário no Brasil é a forma mais barata e adequada para o destino final dos resíduos sólidos. O Aterro Sanitário é o elo de uma corrente, que deve unir ações de minimização, reutilização e reciclagem de resíduos, no âmbito de programas públicos de educação ambiental, limpeza urbana e saneamento básico, e meio ambiente. O Aterro Sanitário é o elemento essencial da corrente, pois a disposição final dos restos, de todas atividades humanas é inexorável, sempre existe e, o simples lançamento dos restos dos resíduos no meio ambiente compromete a qualidade ambiental dos ecossistemas. Deve ser considerado ainda que, a abrangência das ações ambientalmente corretas nem sempre é a desejada e o resultado final sempre chega ao descarte no solo. Os aterros sanitários são obras projetadas com segurança ambiental para receber os resíduos, sendo considerados obras de engenharia, com preceitos técnicos desenvolvidos, para minimizar os impactos ambientais. A sua operação diária dentro de especificações técnicas definidas garante a segurança sanitária e ambiental necessária.

http://etg.ufmg.br/~gustavo/geotecniaaplicada/p4.pdf

segunda-feira, 5 de maio de 2014



Governo federal repassa R$ 408 milhões para alimentação e transporte escolar.





O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) repassou R$ 408,9 milhões a estados e municípios, na última quarta-feira, 30 de abril, referentes ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e ao Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate). Os recursos estarão disponíveis nas contas dos beneficiários na próxima segunda-feira, dia 5.
Para a alimentação escolar de alunos da educação básica, foram transferidos R$ 347,7 milhões. Já para o transporte de estudantes residentes em áreas rurais, o repasse foi de R$ 61,1 milhões. O valor transferido para cada ente federativo está disponível no portal eletrônico do FNDE (www.fnde.gov.br), no Sistema de Consulta à Liberação de Recursos.
Este ano, o orçamento do Pnae é de R$ 3,6 bilhões, para beneficiar 42 milhões de alunos da educação básica (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos). O dinheiro é transferido em 10 parcelas mensais, para atender 200 dias letivos no ano, e deve ser utilizado na aquisição de gêneros alimentícios para a merenda escolar, sendo 30% empregados na compra direta de produtos da agricultura familiar.
Já os repasses financeiros do transporte escolar são feitos em nove parcelas a estados e municípios com estudantes da educação básica residentes na zona rural. A transferência é automática, sem necessidade de convênio, e o recurso deve ser utilizado no custeio de despesas diversas, como consertos mecânicos, compra de combustível ou terceirização do serviço de transporte escolar. O orçamento do programa para este ano é de R$ 594 milhões.
Sexta, 02 Maio 2014 17:20
http://www.fnde.gov.br/financiamento/fundeb/fundeb-apresentacao



FUNDEB-FNDE

         O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – Fundeb foi criado pela Emenda Constitucional nº 53/2006 e regulamentado pela Lei nº 11.494/2007 e pelo Decreto nº 6.253/2007, em substituição ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério - Fundef, que vigorou de 1998 a 2006.
É um fundo especial, de natureza contábil e de âmbito estadual (um fundo por estado e Distrito Federal, num total de vinte e sete fundos), formado, na quase totalidade, por recursos provenientes dos impostos e transferências dos estados, Distrito Federal e municípios, vinculados à educação por força do disposto no art. 212 da Constituição Federal. Além desses recursos, ainda compõe o Fundeb, a título de complementação, uma parcela de recursos federais, sempre que, no âmbito de cada Estado, seu valor por aluno não alcançar o mínimo definido nacionalmente. Independentemente da origem, todo o recurso gerado é redistribuído para aplicação exclusiva na educação básica.
Com vigência estabelecida para o período 2007-2020, sua implantação começou em 1º de janeiro de 2007, sendo plenamente concluída em 2009, quando o total de alunos matriculados na rede pública foi considerado na distribuição dos recursos e o percentual de contribuição dos estados, Distrito Federal e municípios para a formação do Fundo atingiu o patamar de 20%.
O aporte de recursos do governo federal ao Fundeb, de R$ 2 bilhões em 2007, aumentou para R$ 3,2 bilhões em 2008, R$ 5,1 bilhões em 2009 e, a partir de 2010, passou a ser no valor correspondente a 10% da contribuição total dos estados e municípios de todo o país.
http://www.fnde.gov.br/financiamento/fundeb/fundeb-apresentacao

O objetivo desta postagem era esclarecer o questionamento levantado em a respeito da vigência do FUNDEB. Que é de 14 naos, sendo o mesmo criado pela Emenda Constitucional nº 53/2006 e regulamentado pela Lei nº 11.494/2007 e pelo Decreto nº 6.253/2007, em substituição ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério - Fundef, que vigorou de 1998 a 2006. E a parte do dia 1º de janeiro de 2007, entrou em vigor, para um período de 2007-2020.

domingo, 4 de maio de 2014


4 Pilares da Educação










        A partir dos quatro pilares de uma educação para o século XXI, indicados por Jaques Delors no seu famoso relatório, Rubem Alves faz uma abordagem livre e crítica, característica marcante do seu pensamento. Ele discute profundamente o papel da escola e a impossibilidade de analisá-la à parte do mundo e da sociedade. Muitas coisas tidas como óbvias somente são percebidas em sua profundidade depois que alguém como Rubem Alves as analisa. Navegando pelos campos da história, religião, filosofia, através de histórias, poesias, analogias, Rubem Alves aponta caminhos, polemiza, concilia e cobra posturas práticas.  




Oswaldo Conti-Bosso











https://www.youtube.com/watch?v=3_WuJdw-MEo

quarta-feira, 30 de abril de 2014



Pro Dia Nascer Feliz




                   Trata-se de um documentário de João Jardim produzido entre 2004 e 2005, é um trabalho que trabalha com bastante profundidade as temáticas relacionadas à vida dos adolescentes das escolas brasileiras, no trabalho o autor vai fazendo descrição dessa realidade focada em jovens de quatro escolas de regiões diferentes, sendo uma em Pernambuco, São Paulo, Duque de Caxias e outra no Rio de Janeiro, sendo que todas as escolas relatadas no documentário pertencem à rede municipal de ensino. No decorrer do filme João apresenta uma escola partícula do Rio de Janeiro e aparece também uma instituição aparentemente responsável por tratar adolescentes viciados em drogas. A obra inicia mostrando informações referentes à educação da década de 60, e uma voz vai narrando as dificuldades enfrentadas pela educação na época, dificuldades essas que em pleno século XXI ainda são as mesma que atrapalham o processo educacional. Para produzir seu trabalho João sai pelo sertão de Pernambuco buscando informações junto aos professores e alunos a respeito da realidade educacional do local que, diga-se de passagem, que como sempre não são as melhores, pois sabemos que a educação brasileira foi continua sendo e sempre será caótica. Não é atoa que em pleno 2014 ainda existam alunos estudando em escolas com estruturas precárias. Isso quando tem estrutura porque muitas vezes nem escola tem e muitos dos alunos necessitam improvisarem sob arvores o ambiente escola, ou em residências desativadas em estados precários. Como podemos acompanhar em reportagens recém passadas na rede globo de televisão e na rede Record de televisão que abordaram as duas faces da educação brasileira, onde podemos perceber que a educação no Brasil ainda esta longe de ser ou ter alguma qualidade. Regiões brasileiras em que nem escola os alunos disponibilizam para estudar outras onde o ensino não é considerado de qualidade e entre outros graves problemas enfrentados pela educação no Brasil. Procurando mostrar essa realidade da educação João partiu em buscar de fatos a respeito da educação brasileira, nesse trabalho ele acompanha o dia a dia das escolas filmando entrevistando os alunos e professores tem contato com adolescentes que convivem de perto com as drogas, criminalidade, violência, a falta de estrutura de higiene desses ambientes, ou seja, lugares abandonados pela politica educacional, levando a essa juventude a uma total apatia pela educação por não visualizar um futuro promissor. Durante a gravação do documentário ele se depara com profissionais cansados sem estímulos para trabalhar, por serem hostilizados em sala de aula muitas vezes por alunos que não enxergam na educação a saída para os problemas sociais que enfrentam. Em Pernambuco João pode verificar uma situação em que os alunos têm que se deslocar em transporte que não oferece acentos para todos os estudantes, além de não serem confortáveis. Descaso não para por ai quando chegam à escola não disponibilizam de água potável, banheiro higienizado a estrutura das escolas assemelham-se a casas abandonadas em situações de deterioração. Mas ao meio de tanto descaso com a educação João ainda encontra excelentes estudantes que mesmo diante tamanha dificuldade ainda conseguem se sobressair, mas infelizmente os professore por motivo da situação estrutural das escolas perderam o encantamento com a educação e não valorizam o potencial de seus educando. E como consequência desses desestimulo por parte dos educadores passa a existir a aprovação automática, que é um grande mal da educação, pois tira a oportunidade do educando de vencer por mérito. No desenrolar do filme João apresenta a realidade de uma escola do Rio de Janeiro e de São Paulo, onde a realidade é bem diferente pelo menos em relação à questão de estruturas, mas que em alguns aspectos ainda deixa a desejar. Questões sociais como tráfico de drogas, violências, medo e professores sem estímulos para ensinar se sentido coagido pelo social em que estão inseridos são problemas enfrentados por professores e alunos das escolas de São Paulo e Rio de Janeiro. O mais engraçado é que desde o inicio do documentário e inicio do processo educacional no Brasil as dificuldades os problemas são os mesmos, e nada é feito para resolver essas questões, muito se fala em investimento na educação programas e projetos são criados visando melhorar a educação, pelo menos é o que o governo faz questão de mostrar na mídia. Só que apenas não passa realmente de propagando, pois esses recursos verdadeiramente não são bem gerenciados ou se quer chega onde realmente necessitar chegar. Enfim, o filme mostra a realidade da educação brasileira e que nos apresenta a cara do nosso país, que não investem nos seus herdeiros, até porque todos sabem que o futuro de um país são os seus jovens, a partir daí o autor nos mostra onde tá errado e no que podemos melhora para que o nosso país esteja em boas mãos no futuro. Com base nessa realidade fica mais forte ainda a ideia de que os detém o poder não tem interesse de investir na educação, pois ela tem o poder de liberta às pessoas contribuindo para que as mesmas saiam da situação de dominação por parte de quem tem o poder de controlar as diretrizes do país.

terça-feira, 29 de abril de 2014



O grande gargalo da educação brasileira está justamente ai.



www.google.com.br/search?q=paulo+freire&tbm=isch&tbs=simg:CAQSZxplCxCo1NgEGgQIAAg9DAsQsIynCBo8CjoIAhIU1BCCGr0I4g2nHKoQ3w_1VCKwQ0Q8aIKouFQjiVspvX0YdgtMe7YnYM2es7gGvhaU7juShDLCBDAsQjq7-CBoKCggIARIELQekbQw&sa=X&ei=ilBgU-njGIXd2QXHnoHYDQ&ved=0CCMQwg4oAA&biw=1366&bih=667


PROJETO PEDAGÓGICO
Todo mundo anda lendo e você?


            O projeto “todo mundo anda lendo e você?” Foi implantado na escola Francisco José de Freitas no ano de 2012, pela professora Ireuda Chaves de Assis em parceria com a gestão escolar na época a gestora Aila Silva Santana orientada pelo coordenador pedagógico Irineu Souza. O projeto visava acolher e acompanhar os alunos que tinha dificuldade de leitura e interpretação textual, a professora Ireuda receberia esses alunos na biblioteca da para junto aos mesmos desenvolver atividades de leitura e escrita. Os livros eram paradidáticos de diferentes gêneros textuais, cada aluno escolhia um livro levava para casa e faria a leitura do mesmo depois devolvia a biblioteca da escola e levava outra obra para ler. Já os que tinham dificuldade de leitura ou não sabia ler era acompanhado pela professora e bibliotecária Ireuda em processo de alfabetização e atividade de escrita visando melhorar a caligrafia e escrita correta. O projeto era desenvolvido pelo contra turno de cada aluno, somente alguns casos específicos de alunos que tinham dificuldades de acompanhar os conteúdos em sala por causa da leitura insatisfatória é que era atendido no momento da aula para realizar atividades direcionadas ao aperfeiçoamento da leitura e da interpretação. As atividades eram realizadas na biblioteca da escola, durante os dias uteis da semana sendo que cada dia era atendido alunos do fundamental I e II que seguiam um calendário no caso dos alunos passavam pelo reforço escolar com a bibliotecária. O projeto todo mundo anda lendo e você? Tinha como principal proposito atender aos alunos que ainda tinham deficiência em leitura, escrita e interpretação e estavam em series que exigiam essas habilidades, outro fator que influenciou a criação do projeto focado na leitura e interpretação é preparar os alunos para avaliações externas que exigem um nível de leitura e interpretação por parte dos participantes. E a escola tinha diagnosticado um numero elevado de alunos com deficiência em leitura, escrita e interpretação. Hoje o projeto ainda continua sendo executado, mas, ganharam alguns atributos como contação de historias e dramatização das mesmas, o reforço aos alunos com dificuldade de leitura e escrita visando proporcionar aos mesmos a oportunidade de acompanhar o nível dos colegas de acordo com a turma a qual esta cursando.


Barreiros, 28/04/2014. Aratuba Ceará 





       




















quarta-feira, 23 de abril de 2014



Documentário sobre Paulo Freire abordando a educação brasileira.


Nesse documentário temos a oportunidade de conhecer sobre a vida de Paulo Freire, saber sua visão sobre a educação brasileira, e compreender a respeito de seus estudos sobre o processo de aprendizagem.O documentário vai aborda uma experiencia educacional vivenciada na cidade Angicos no estado do Rio Grande do Norte, dava-se inicio a uma revolução dividida em fase. A primeira fase teve uma duração de 40 horas,mas sua repercussão atingiu todo Brasil. No decorrer do documentário Paulo narra as dificuldades enfrentas para conciliar seu projeto de alfabetização de adultos e a vida cotidiana de cada aluno circulo. O documentário apresenta agrande barreira encontrada pelo projeto de Paulo durante o golpe de 64, em que os militares proibiram por meio de ameças o seguimento do projeto de alfabetização alegando que o aluno que fosse para aquela escola seria prezo, alguns pais temendo repressão por parte dos militares orientaram os filhos a queimar todo o material escolar lápis, caderno de anotações entre outros materiais. Foi uma ação que interrompeu drasticamente o trabalho de Paulo Freire, os grande que governavam o pais não desejavam uma nação libertada por meio da educação, necessitava apenas de mão de obra, ou seja, mentes bitoladas presas a ignorância e que soubesse apenas a trabalhar e a votar. Por meio do metodologia de Paulo ele dava a oportunidade das classes inferiores terem o acesso a educação ao conhecimento como ferramenta de libertação. É lamentável que esse belíssimo trabalho tenha sido interrompido bruscamente.

https://www.youtube.com/watch?v=EzjY0x37E88 







Índice de Desenvolvimento da Educação Básica - IDEB


O que é o programa:
O IDEB é um indicador que combina os dados de fluxo escolar, especificamente, as taxas de aprovação – obtidas a partir do Censo da Educação Básica - com os dados de desempenho escolar – obtidos a partir da Prova Brasil e SAEB. O Ideb é calculado para cada uma das etapas de ensino e está definido entre valores de 0 a 10. De acordo com a última divulgação, a de 2009, o IDEB para as séries iniciais do ensino fundamental é de 4,6; para as séries finais do ensino fundamental é de 4 e para o ensino médio é de 3,6.
Objetivo:
Permitir o acompanhamento da evolução da qualidade da educação.
Data de início: 2007
Instrumento legal que o instituiu: DECRETO Nº 6.094
Por que foi criado:
Com o IDEB, ampliam-se as possibilidades de mobilização da sociedade em favor da educação, uma vez que o índice é comparável nacionalmente e expressa em valores os resultados mais importantes da educação: aprendizagem e fluxo. A combinação de ambos tem também o mérito de equilibrar as duas dimensões: se um sistema de ensino retiver seus alunos para obter resultados de melhor qualidade no Saeb ou Prova Brasil, o fator fluxo será alterado, indicando a necessidade de melhoria do sistema. Se, ao contrário, o sistema apressar a aprovação do aluno sem qualidade, o resultado das avaliações indicará igualmente a necessidade de melhoria do sistema.
O IDEB também é importante por ser condutor de política pública em prol da qualidade da educação. É a ferramenta para acompanhamento das metas de qualidade do Plano de Desenvolvimento da Educação - PDE. O PDE estabelece, como meta, que em 2022 o IDEB do Brasil seja 6,0 – média doas países desenvolvidos.
Foram traçadas metas para cada uma das etapas de ensino, bem como metas individualizadas para escolas, municípios, estados e para o país como um todo. Para os anos iniciais, por exemplo, a idéia é que o Brasil alcance o IDEB de 6,0 em 2022. As metas fornecem o caminho esperado que o país deve seguir para alcançar os parâmetros desejados em termos de qualidade da educação.
Descrição dos resultados alcançados:
O INEP já divulgou IDEB de 2005, 2007 e 2009. Os resultados estão apresentados na pagina do INEP (http://portalideb.inep.gov.br/) para qualquer usuário interessado. Há informação detalhada por escola, município, rede, unidades da federação e para o país como um todo, para cada um dos anos. 
http://gestao2010.mec.gov.br/o_que_foi_feito/program_81.php

quinta-feira, 17 de abril de 2014




Sou um idealista de que um dia a educação será o centro das atenções desse país. 


                            

   Princípios do ensino e finalidades da educação


Princípios de ensino

De acordo com o artigo 3° da lei n° 9394/96, o ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
  1. Igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
  2. Liberdade de aprender, ensinar , pesquisar , etc;
  3. Pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas;
  4. Respeito a liberdade e apreço à tolerância;
  5. Coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;
  6. Gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
  7. Valorização da experiência extra – escolar;
  8. Gestão democrática do ensino público;
  9. Garantia de padrão de qualidade;
  10. Valorização da experiência extra – escolar;
  11. Vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais.


Finalidades da Educação

Pleno desenvolvimento do educando:  Para que o aluno se desenvolva plenamente é necessário que a escola lhe ofereça condições. Somente a partir do momento em que a pessoa pode se desenvolver plenamente é que tem condições de se sentir realizada.
Preparo para o exercício da cidadania: O que caracteriza o cidadão é a sua participação na vida social, nas decisões que dizem respeito ao desenvolvimento da comunidade e do país. É preciso que todo cidadão tenha seus direitos respeitados e seja cumpridor de seus deveres.
Qualificação para o trabalho: A qualificação para o trabalho, como uma das finalidades da educação diz respeito ao ensino superior, porém pensemos principalmente no ensino fundamental. Será que os alunos saem da escola preparados para o trabalho? Ninguém aprende a trabalhar utilizando apenas cadernos, livros e outros materiais didáticos semelhantes, é necessário que as escolas ofereçam condições de aprendizagem adequadas às atividades das regiões em que se localizam.


Essa charge representa em parte como funciona a educação básica no Brasil. Os recursos a valorização do profissional da educação é uma produção simples porém nos remetes a uma reflexão a respeito das politicas publicas direcionadas a educação publica.

https://www.youtube.com/watch?v=8qeuyrQmcDo

Uma grande verdade, da educação brasileira que necessita ser modificada com urgência.
http://www.youtube.com/watch?v=4P2QXsvxa6Y 
        
INVESTIR EM EDUCAÇÃO BÁSICA NÃO TRAZ VOTOS.
        Nessas reportagens sobre a educação, as soluções são claras: verbas maiores para pagar professores, escolas construídas com segurança, bem aparelhadas tecnicamente. Mas ninguém faz. Por quê? Por que somos um dos países com o pior sistema de educação do mundo? Quais são as causas profundas dessa vergonha? Bem, primeiro, porque educação não traz votos. Escolinhas limpas, quem liga para isso? Mesma coisa com a saúde. São problemas de puro interesse social, e isso não elege ninguém. Obras só interessam quando dão lucro eleitoral ou lucros em roubos privados. Nas escolas, dá para roubar na construção, nas merendas, mas é coisa pouca, é mixaria. Na saúde, ainda dá para roubar bem mais, desviando remédios, com superfaturamentos, etc. Mas repensar a estrutura geral da saúde também não dá grana. E dá muito trabalho! Bom é ganhar votos e roubar em grandes viadutos, barragens faraônicas, canais épicos. Além disso, no Brasil, como diz o Lula, desde Cabral a educação foi programada para não haver. Portugal e a burguesia secular jamais quiseram que o povo aprendesse. Educação é liberdade, entendimento, perigoso! Até o século 19, tinha de haver autorização do governo para a publicação de livros, sabiam? Está entranhada na alma brasileira a ideia de que pobre não precisa estudar. E muita gente acha que é até melhor que sejam analfabetos. São mais fáceis de enganar, basta que saibam servir.Nessas reportagens sobre a educação, as soluções são claras: verbas maiores para pagar professores, escolas construídas com segurança, bem aparelhadas tecnicamente. Mas ninguém faz. Por quê? Por que somos um dos países com o pior sistema de educação do mundo? Quais são as causas profundas dessa vergonha? Bem, primeiro, porque educação não traz votos. Escolinhas limpas, quem liga para isso? Mesma coisa com a saúde. São problemas de puro interesse social, e isso não elege ninguém. Obras só interessam quando dão lucro eleitoral ou lucros em roubos privados. Nas escolas, dá para roubar na construção, nas merendas, mas é coisa pouca, é mixaria. Na saúde, ainda dá para roubar bem mais, desviando remédios, com superfaturamentos, etc. Mas repensar a estrutura geral da saúde também não dá grana. E dá muito trabalho! Bom é ganhar votos e roubar em grandes viadutos, barragens faraônicas, canais épicos. Além disso, no Brasil, como diz o Lula, desde Cabral a educação foi programada para não haver. Portugal e a burguesia secular jamais quiseram que o povo aprendesse. Educação é liberdade, entendimento, perigoso! Até o século 19, tinha de haver autorização do governo para a publicação de livros, sabiam? Está entranhada na alma brasileira a ideia de que pobre não precisa estudar. E muita gente acha que é até melhor que sejam analfabetos. São mais fáceis de enganar, basta que saibam servir. Escolhi este texto de Arnaldo Jabor, porque ele retrata a realidade das politicas publicas direcionadas a educação básica no Brasil, em que o governo pouco se preocupa em verdadeira mente educar a população, simplesmente busca mão de obra abrindo escolas técnicas, mas mentes pensantes e produzindo pouco importa. É necessário que nós professores contemporâneos façamos algo para mudar essa triste realidade realidade.
http://blogdarudilene.spaceblog.com.br/528085/DOIS-TEXTOS-DE-ARNALDO-JABOR/  

terça-feira, 15 de abril de 2014

Fundamentos da educação básica.



Esse vídeo, vai retratar os principais fundamentos que devem serem observados na educação básica. Desde a idade certa em que cada aluno deve ser trabalhado em determinadas metodologias.

                                                                              http://www.youtube.com/watch?v=RfOMFAl2vz4