quinta-feira, 19 de novembro de 2015




Fonte: Google, 2015.

             Embora pensemos a biotecnologia como uma tecnologia recente, sua origem pode ter ocorrido há mais de seis mil anos, a partir dos relatos de que os micro-organismos eram usados nos processos fermentativos para produção da cerveja e do pão.  “No entanto, as bases fundamentais da biotecnologia agrícola consideram a biologia molecular e as técnicas relacionadas como os eventos mais importantes da história da biotecnologia” (CARRER; BARBOSA; RAMIRO, p. 149). Assim conclui-se que essa relação entre biotecnologia meio ambiente e desenvolvimento sustentável não é recente, apesar do termo sustentabilidade não ser tão antigo quanto à aplicação da biotecnologia. O termo sustentabilidade aplicado à causa ambiental surgiu como um conceito tangível na década de 1980 por Lester Brown, que foi o fundador do Wordwatch Institute.
 A definição que acabou se tornando um padrão seguido mundialmente com algumas pequenas variações representa o seguinte: Diz-se que uma comunidade é sustentável quando satisfaz plenamente suas necessidades de forma a preservar as condições para que as gerações futuras também o façam. Da mesma forma, as atividades processadas por agrupamentos humanos não podem interferir prejudicialmente nos ciclos de renovação da natureza e nem destruir esses recursos de forma a privar as gerações futuras de sua assistência. É uma das funções da biotecnologia é garante condições para um desenvolvimento sustentável por meio de técnicas biológicas inovadoras, que visa o melhoramento da genética dos alimentos contribuindo para um desenvolvimento menos agressivo ao meio ambiente. A assembleia Geral das Nações Unidas de 1972, escolheu o dia 5 de junho, para comemorar o dia do meio ambiente. Com o principal objetivo de fomentar a adoção de práticas sustentáveis para a preservação do meio ambiente, e a biotecnologia já contribuiu muito nesse processo e por meio dos seus estudos pode contribuir ainda mais.

A inserção da biotecnologia no setor primário já está promovendo o uso eficiente de recursos naturais, como o exemplo da água que na agricultura o consumo é aproximadamente 71% do consumo de água em todo o planeta (o equivalente a 3,1 bilhões de m³). Por meio do cultivo de plantas geneticamente modificadas (GM) tolerantes a reagentes químicos racionalizando a água usada para as pulverizações.  Segundo o levantamento da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (ABRASEM) e da Céleres Ambiental revela que, entre os anos de 2010 e 2020, o uso dessas variedades na agricultura brasileira poderá economizar aproximadamente 134 bilhões de litros de água – quantidade suficiente para abastecer Recife e Porto Alegre por um ano. Sustentabilidade é isso poder produzir sem degradar os recursos naturais, e por meio de técnicas desenvolvidas pela biotecnologia essa prática de produção sem agredir o ambiente vem sendo desenvolvida. Outro exemplo positivo dos avanços tecnológicos na área do desenvolvimento foi adoção dos transgênicos na agricultura, contribuindo para a redução da emissão de CO2 na atmosfera. Isso acontece porque, como as lavouras GM tem manejo facilitado, há menos necessidade do uso das máquinas agrícolas, reduzindo, assim, o uso de combustível responsável pela liberação do CO2. Adicionalmente, há o benefício associado da preservação do solo que é menos compactado por esse maquinário. Com isso as vantagens agronômicas que as sementes transgênicas oferecem resultam em menos perdas em razão de plantas invasoras ou ataques de insetos, e isso significa aumento de produtividade por área plantada. Associado a essa vantagem citada anteriormente temos a questão da diminuição das áreas desmatadas para aumento das plantações. Em última análise, a biotecnologia reduz a pressão por novas áreas agricultáveis, preservando, dessa maneira, também as florestas e vegetações nativas que sequestram carbono e mitigam os efeitos do aquecimento global.

Além da contribuição da biotecnologia na área da produção de alimentos, evitando assim o desperdício de recursos naturais como água, o desgaste do solo e o desmatamento, ela buscar por meio de novos estudos que estão sendo realizados na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), tem como objetivo identificar os genes que fazem com que algumas plantas absorvam metais pesados em grande quantidade. Uma vez desvendado esse mecanismo genético, a biotecnologia poderia contribuir, por exemplo, superexpressando esse(s) gene(s). O resultado seria o desenvolvimento de variedades transgênicas não comestíveis com alta capacidade de absorção, utilizadas para recuperação de solos e águas contaminadas com metais pesados. Nesse caso seria tecnologia a serviço da recuperação de ambientes degradados e que não apresentavam mais utilidade, que por meio desse processo voltariam ao seu estado natural.  Outro grande problema enfrentado pela agricultura brasileira é conciliar a produção com a questão da escassez dos recursos hídricos, principalmente na região do nordeste no país, onde devido as mudanças climáticas a produção é comprometida. Uma alternativa apresentada pela engenharia genética que faz parte da biotecnologia seria a substituição das plantações nativas por outras plantas, que estão em fase de estudo são variedades geneticamente modificadas para serem resistentes à seca. Empresas públicas e privadas do Brasil e do mundo estão desenvolvendo, por exemplo, canas-de-açúcar, sojas e trigos que tolerariam melhor a escassez de água do que suas versões convencionais. Isso representaria não só a economia desse recurso natural como permitiria a agricultura em solos que hoje sofrem com a falta de chuvas ou reduzido acesso a outras fontes de recursos hídricos. Mais uma vez, as florestas seriam preservadas.

Biotecnologia promove sustentabilidade na agricultura, pois segundo o engenheiro agrônomo e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Marcelo Gravina, a combinação de tecnologias contribuiu para esse desempenho. “A integração entre biotecnologia, genética clássica, uso de defensivos químicos e outras técnicas agrícolas é uma alternativa para melhorar ainda mais a relação entre a agricultura e a sustentabilidade”, defende.  As colocações do professor e engenheiro agrônomo Gravina são justificadas pelos seguintes dados: A agricultura brasileira está entre as mais modernas e produtivas do mundo. Nos últimos 20 anos, o volume da produção brasileira cresceu mais que 100% enquanto a área plantada aumentou apenas 25%. Esse resultado aponta para uma relação mais sustentável entre agricultura e meio ambiente. Durante as entrevista concedida ao Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), o professor Marcelo Gravina esclareceu em detalhes como ocorre à diminuição do uso de herbicidas e inseticidas quando usados em associação às plantas geneticamente modificadas, além disso, comentou sobre a segurança dos alimentos geneticamente modificados (OGM). Durante a entrevista foi questionado sobre estudos e pesquisas que comprovem os benefícios da biotecnologia. O professor Marcelo Gravania apresentou a seguinte afirmação: Com certeza. Por exemplo, a redução no uso de ingrediente ativo no período de 1996/97 a 2009/10, nas lavouras com culturas transgênicas no Brasil, foi de 9,6 mil toneladas, segundo levantamento da elaborado pela consultoria Céleres (2011). Para as safras de 2008/09 e 2009/10 essas reduções foram de 1,3 mil toneladas e 2,7 mil toneladas, respectivamente. Mais da metade da diminuição de uso de princípios ativos em lavouras transgênicas na safra de 2009/10 se deu na cultura do milho. Por fim, segundo a projeção da Céleres (2011), o uso de ingrediente ativo para o período de 2010/11 a 2019/20, consideradas as premissas de adoção de biotecnologia, projetam uma redução no volume utilizado de 127 mil toneladas de ingrediente ativo.

Schenber (2010). Desde o Relatório Brundtland da Comissão Mundial sobre Meio ambiente e desenvolvimento do Programa das nações unidas para o Meio ambiente (nações unidas, 1987) e reafirmados durante a Conferência das nações unidas sobre Meio ambiente e desenvolvimento (Rio 92), no programa de ação da agenda 21(nações unidas, 1992) e, mais recentemente, nas Metas do Milênio, estabelecidas em 2000 (nações unidas, 2000), identificaram como prioritária para o futuro da humanidade a adoção de um novo paradigma de desenvolvimento, dito sustentável, de modo a garantir o progresso e ao mesmo tempo a preservação do meio ambiente. Nesse caso para alcançar as metas de desenvolvimento sustentável, é necessário o uso racional dos recursos naturais, o que exigirá técnicas modernas. Entre as tecnologias que apresentam potencial para contribuir para o desenvolvimento sustentável, a biotecnologia tem muito a oferecer, especialmente nos campos da produção de alimentos, geração de energia, prevenção da poluição ambiental e biorremediação. E assim vem acontecendo novas técnicas agrícolas favorecendo um desenvolvimento que não seja agressivo com o meio ambiente. Alguns avanços são benéficos em diversas áreas, por exemplo, no campo da geração de energia podemos destacar aumento da produtividade de etanol por meio do melhoramento genético da levedura.

Atualmente, os combustíveis fósseis (carvão, petróleo, gás natural) suprem aproximadamente 80% das necessidades mundiais de energia primária. A projeção que se faz, porém, é de que a demanda mundial de energia aumente 49% até 2035, ao mesmo tempo em que a produção de petróleo, embora seja um produto não renovável, ainda tenda a aumentar nos próximos 25-30 anos (energy, 2010). É necessário ressaltar o nível dos impactos causados pelo queima desses combustíveis fosseis podendo até dobrar a quantidade de carbono na atmosfera. “De fato, o uso de combustíveis fósseis é uma das principais causas de liberação de gases do efeito estufa, principais responsáveis pelas mudanças climáticas que estamos vivendo”. (SCHENBER, 2010, p. 7). Assim, a substituição da gasolina por biocombustíveis, como o etanol, apresenta-se como uma solução biotecnológica para evitar futuros problemas de carência de energia e de graves alterações ambientais (um futuro..., 2010). Nesse exemplo pode-se verificar a influencia das tecnologias associada a um desenvolvimento saudável que não afeta a qualidade de vida no ambiente. Outro fato que podemos destacar é Prevenção da poluição ambiental: produção de biopolímeros a partir de recursos renováveis Para resolver a questão do lixo urbano e industrial, a substituição de plásticos de origem petroquímica por plásticos produzidos por micro-organismos seria altamente desejável, uma vez que os biopolímeros são materiais biocompatíveis e totalmente biodegradáveis. Assim conclui-se que a biotecnologia é uma grande parceira para um futuro promissor e sustentável, infelizmente para que esse processo possa acontecer efetivamente faz-se necessário quebrar alguns tabus com relação a credibilidade nos produtos geneticamente modificados por parte da população que ainda rejeita esses produtos pelo fato do desconhecimento da origem dos mesmo. 


Referencias:
CARRER, Helaine; BARBOSA, André Luiz  and  RAMIRO, Daniel Alves. Biotecnologia na agricultura. Estud. av. [online]. 2010, vol.24, n.70, pp. 149-164. ISSN 0103-4014.
SCHENBERG, Ana Clara Guerrini. Biotecnologia e desenvolvimento sustentável. Estud. av. [online]. 2010, vol.24, n.70, pp. 07-17. ISSN 0103-4014.
BIOTECNOLOGIA E MEIO AMBIENTE, UMA ASSOCIAÇÃO A FAVOR DA SUSTENTABILIDADE. Conselho de Informações sobre Biotecnologia, 05 jun. 2013. Em dia com a Ciência. Disponível em:<http://cib.org.br/em-dia-com-a-ciencia/biotecnologia-e-meio-ambiente-uma-associacao-a-favor-da-sustentabilidade/> Acesso em: 19 nov. 2015.
BIOTECNOLOGIA PROMOVE SUSTENTABILIDADE NA AGRICULTURA. Conselho de Informações sobre Biotecnologia, 04 abr. 2011. Entrevistas. Disponível em:< http://cib.org.br/em-dia-com-a-ciencia/entrevistas/biotecnologia-promove-sustentabilidade-na-agricultura/> Acesso em: 19 nov. 2015.
ENERGY Information administration/International energy outlook 2010.




quinta-feira, 19 de março de 2015

Impactos ecológicos no município de Aratuba.


             Este pequeno documentário vai retratar sobre os impactos ecológicos diagnosticados no município de Aratuba, para realiza-lo visitamos algumas localidades da região para verificar as realidades ecológicas do município. O trabalho esta disponível no seguinte LINK: //www.youtube.com/watch?v=jK2Zq4YZNtg&feature=youtu.be



quinta-feira, 12 de março de 2015

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Comunidade Surda e a Libras (cultura surda)

librasOs surdos, além de serem indivíduos que possuem surdez, por norma são utilizadores de uma comunicação espaço-visual, como principal meio de conhecer o mundo em substituição à audição e à fala tendo ainda uma cultura característica. No Brasil eles desenvolveram a LIBRAS, e em Portugal, a LGP (Língua Gestual Potuguesa). Já outros, por viverem isolados ou em locais onde não exista uma comunidade surda, apenas se comunicam por gestos. Existem surdos que por imposição familiar ou opção pessoal preferem utilizar a língua falada.
Cultura surda é o jeito de o sujeito surdo entender o mundo e de modificá-lo a fim de se torná-lo acessível e habitável ajustando-os com as suas percepções visuais, que contribuem para a definição das identidades surdas e das “almas” das comunidades surdas. Isto significa que abrange a língua, as idéias, as crenças, os costumes e os hábitos de povo surdo. Descreve a pesquisadora surda:
[...] As identidades surdas são construídas dentro das representações possíveis da cultura surda, elas moldam-se de acordo com maior ou menor receptividade cultural assumida pelo sujeito. E dentro dessa receptividade cultural, também surge aquela luta política ou consciência oposicional pela qual o individuo representa a si mesmo, se defende da homogeneização, dos aspectos que o tornam corpo menos habitável, da sensação de invalidez, de inclusão entre os deficientes, de menos valia social.
(PERLIN, 2004, p. 77-78)
Os surdos sempre foram, historicamente, estigmatizados, considerados de menor valor social. Afinal, faltava-lhes a característica eminentemente humana: a linguagem (oral, bem entendido) e suas virtudes cognitivas. Sendo destituídos dessas “virtudes”, os surdos eram “humanamente inferiores”.A língua de sinais era considerada apenas uma mímica gestual, e sempre houve preconceitos com relação ao uso de gestos para a comunicação. A exclusão profissional e social dos surdos ainda hoje confirma que a linguagem pode ser fonte de discriminação e de organização social restritiva. Essa discriminação não ocorre apenas quando há diferenças de nacionalidade, cor, perfil socioeconômico ou religião. Entre os surdos e os ouvintes há uma grande diferença que os distingue: a linguagem oral.
Assim, os surdos são, não raras vezes, situados a meio caminho entre os ouvintes, considerados humanos de qualidade superior, ou humanos em toda a sua plenitude, e os subumanos, desprovidos de todos os traços que os assemelham aos seres humanos.
Referências Bibliográficas:
Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/es/v26n91/a13v2691.pdf&gt;. Acesso em 11 de ago. 2014.
Disponível em: <http://coral.ufsm.br/edu.especial.pos/images/historia.pdf&gt;. Acesso em 11 de ago. 2014.


Educação bilíngue para surdos e inclusão

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A educação de surdos em escolas tradicionais ainda é um desafio no Brasil.
Políticas de inclusão têm tentado corrigir questões históricas no ensino de surdos no Brasil. Excluídos durante muito tempo do processo educativo tradicional, eles começaram, nos últimos anos, a compartilhar as salas com ouvintes em algumas escolas do País. Contudo, a existência de classes mistas, vista como alternativa para integrar crianças e jovens surdos à comunidade, nem sempre funciona. Há relatos negativos, de alunos desmotivados, com dificuldade de aprendizagem e inseridos em ambientes sem infraestrutura adequada.
De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), em 2010, 71.283 alunos deficientes auditivos, surdos e portadores de surdez e cegueira estiveram matriculados na educação básica, tanto em classes regulares quanto em escolas ou turmas de ensino especializado. Até 2015, todos os cursos de licenciatura e pedagogia brasileiros deverão contratar um profissional de Libras. O objetivo é auxiliar na formação dos futuros professores da educação básica.
Quando se propõe a inclusão de crianças surdas na escola regular, várias interrogações vêm à tona, colocando em dúvida se essa experiência é capaz de incluí-las no contexto sem mudar a representação dos ouvintes, ou se é mais uma vivência que, mascaradamente, associa-se ao sistema de exclusão. Falar de inclusão/ exclusão requer uma busca de conhecimento capaz de esclarecer situações e propor uma prática coerente com seu discurso. Afirmar isso quer dizer que, se a prática e o discurso da inclusão não se transformarem, os surdos estarão vivenciando, sistematicamente, a chamada inclusão excludente, descrita por Skliar (1998). Esse autor define inclusão excludente como uma forma, relativamente nova, através da qual parece que um grupo é considerado dentro de um sistema plural, dentro de um sistema democrático, mas é lá dentro que se pratica a exclusão.

Fonte: Internet

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Os defensores da língua de sinais para os povos surdos asseguram que é na posse desta língua que o sujeito surdo construirá a identidade surda, já que ele não é sujeito ouvinte. A maioria das narrativas tem como base a ideia de que a identidade surda está relacionada a uma questão de uso da língua.
Fonte: STROBEL, Karin. As imagens do outro sobre a cultura surda. Florianópolis. Editora UFSC. 2008. (p.89)

Antes a história cultural dos povos surdos não era reconhecida, os sujeitos surdos eram vistos como deficientes, anormais, doentes ou marginais. Somente depois do reconhecimento da língua de sinais, das identidades surdas e, na percepção da construção de subjetividade, motivada pelos Estudos Culturais, é que começaram a ganhar força as consciências político-culturais. Em determinados momentos, quando a luta por posições de poder ou pela imposição de idéias revela o manifesto política cultural dos povos surdos.
Fonte: STROBEL, Karin. As imagens do outro sobre a cultura surda. Florianópolis. Editora UFSC. 2008. (p.90)


http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo7/libras/unidade1/comunidade_culturasurda.htm

Comunidade Surda do Brasil

As comunidades surdas estão espalhadas pelo país, e como o Brasil é muito grande e diversificado, as pessoas possuem diferenças regionais em relação a hábitos alimentares, vestuários e situação socioeconômica, entre outras. Estes fatores geraram também algumas variações linguísticas regionais. 

Cultura surda é o jeito de o sujeito surdo entender o mundo e de modificá-lo a fim de se torná-lo acessível e habitável ajustando-os com as suas percepções visuais, que contribuem para a definição das identidades surdas e das “almas” das comunidades surdas. Isto significa que abrange a língua, as idéias, as crenças, os costumes e os hábitos de povo surdo. Descreve a pesquisadora surda:
[...] As identidades surdas são construídas dentro das representações possíveis da cultura surda, elas moldam-se de acordo com maior ou menor receptividade cultural assumida pelo sujeito. E dentro dessa receptividade cultural, também surge aquela luta política ou consciência oposicional pela qual o individuo representa a si mesmo, se defende da homogeneização, dos aspectos que o tornam corpo menos habitável, da sensação de invalidez, de inclusão entre os deficientes, de menos valia social.
(PERLIN, 2004, p. 77-78)
Fonte: STROBEL, Karin. As imagens do outro sobre a cultura surda. Florianópolis. Editora UFSC. 2008. (p.24)

Quantos Surdos no Brasil?
      "A população surda global está estimada em torno de quinze milhões de pessoas (Wrigley, 1996, p. 13), que compartilham o fato de serem linguística e culturalmente diferentes em diversas partes do mundo. No Brasil, estima-se que, em relação à surdez, haja um total aproximado de mais de cinco milhões, setecentos e cinqüenta mil casos (conforme Censo Demográfico de 2000), sendo que a maioria das pessoas surdas utiliza a língua brasileira de sinais (LIBRAS).(Karnopp, 2008, p. 16, Manual da disciplina de Libras EDU 3071 - digitalizado)