O consumo acelerado dos recursos
naturais e a deposição de resíduos e materiais descartados pela população
denominados lixo são fatores importantes na crescente degradação ambiental;
todas as consequências provenientes dessa prática, tais como poluição visual,
proliferação de vetores de doenças, esgotamento de recursos primários, redução
da biodiversidade, têm importância no contexto. Esses problemas são heranças do
comportamento das gerações humanas passadas e vêm se agravando ao longo dos
tempos. A dinâmica dos resíduos é hoje um assunto com grande destaque para o
mundo, pois a exploração dos recursos naturais, a degradação do meio ambiente e
a ocupação espacial pelo resíduo trazem problemas que afetam diretamente o meio
social em que vivemos e ocasionam sérios desequilíbrios naturais. O homem
sempre foi o motivo principal da produção e do consumo de bens e de serviços,
sempre buscando satisfazer suas necessidades econômicas desde a revolução
Industrial, ocorrida no século XIX, e a inserção dos novos hábitos, decorrentes
da produção industrializada de bens foram os principais condicionantes do
aumento de consumo e da cultura do descarte, desencadeando, assim, um processo
de degradação ambiental no planeta causado pela produção exacerbada de resíduos
sólidos. Produtos com embalagens
de descarte rápido, muitas vezes imediato, ou seja, logo após a aquisição do
produto, é uma realidade. As embalagens de produtos de uso corriqueiro têm alto
potencial de reciclagem. O fator preocupante é que tais embalagens descartadas,
denominadas aqui de Resíduos de Geração Imediata, não passam por nenhum
processo de reciclagem e são incorporadas aos Resíduos Sólidos Domiciliares,
que é um grande erro por parte da população. Boa parte delas é destinada aos
aterros sanitários, mas parte significativa é incorporada irregularmente aos
resíduos da construção civil ou fica vagando pelas vias públicas causando transtornos
de diversas ordens quando não são descartadas próximas a mananciais ou reservas
de água.
quinta-feira, 17 de julho de 2014
A disposição inadequada de resíduos sólidos no solo é um problema que é constatado na grande maioria dos municípios brasileiros, registrando-se milhares de locais inventariados, onde é necessária a remediação e a recuperação ambiental de áreas degradadas, bem como ações enérgicas no sentido de recuperar socialmente pessoas, que vivem de forma miserável da "catação de lixo". No Brasil, a forma mais barata e adequada para o destino final dos Resíduos Sólidos Domiciliares, RSD, é a disposição em forma de aterro sanitário. Efetivamente, as pequenas comunidades cujo número de habitantes é menor que 20.000 (73% dos municípios brasileiros) carecem de informações técnicas sobre os métodos de disposição final adequado a sua realidade, no que diz respeito aos aspectos de projeto, execução, operação e monitoramento ambiental. A disposição final dos resíduos coletados em pequenas comunidades é, em geral, realizada em valas / trincheiras, utilizando-se de técnicas basicamente de terraplenagem, e após a disposição, os resíduos são cobertos com solo todo dia. Essa forma de disposição é mais adequada que a feita nos “lixões” a céu aberto. Com o planejamento adequado a cada situação local o Aterro Sanitário no Brasil é a forma mais barata e adequada para o destino final dos resíduos sólidos. O Aterro Sanitário é o elo de uma corrente, que deve unir ações de minimização, reutilização e reciclagem de resíduos, no âmbito de programas públicos de educação ambiental, limpeza urbana e saneamento básico, e meio ambiente. O Aterro Sanitário é o elemento essencial da corrente, pois a disposição final dos restos, de todas atividades humanas é inexorável, sempre existe e, o simples lançamento dos restos dos resíduos no meio ambiente compromete a qualidade ambiental dos ecossistemas. Deve ser considerado ainda que, a abrangência das ações ambientalmente corretas nem sempre é a desejada e o resultado final sempre chega ao descarte no solo. Os aterros sanitários são obras projetadas com segurança ambiental para receber os resíduos, sendo considerados obras de engenharia, com preceitos técnicos desenvolvidos, para minimizar os impactos ambientais. A sua operação diária dentro de especificações técnicas definidas garante a segurança sanitária e ambiental necessária.
http://etg.ufmg.br/~gustavo/geotecniaaplicada/p4.pdf
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