quinta-feira, 17 de julho de 2014

   
                                                                             

                                  

        O consumo acelerado dos recursos naturais e a deposição de resíduos e materiais descartados pela população denominados lixo são fatores importantes na crescente degradação ambiental; todas as consequências provenientes dessa prática, tais como poluição visual, proliferação de vetores de doenças, esgotamento de recursos primários, redução da biodiversidade, têm importância no contexto. Esses problemas são heranças do comportamento das gerações humanas passadas e vêm se agravando ao longo dos tempos. A dinâmica dos resíduos é hoje um assunto com grande destaque para o mundo, pois a exploração dos recursos naturais, a degradação do meio ambiente e a ocupação espacial pelo resíduo trazem problemas que afetam diretamente o meio social em que vivemos e ocasionam sérios desequilíbrios naturais. O homem sempre foi o motivo principal da produção e do consumo de bens e de serviços, sempre buscando satisfazer suas necessidades econômicas desde a revolução Industrial, ocorrida no século XIX, e a inserção dos novos hábitos, decorrentes da produção industrializada de bens foram os principais condicionantes do aumento de consumo e da cultura do descarte, desencadeando, assim, um processo de degradação ambiental no planeta causado pela produção exacerbada de resíduos sólidos.        Produtos com embalagens de descarte rápido, muitas vezes imediato, ou seja, logo após a aquisição do produto, é uma realidade. As embalagens de produtos de uso corriqueiro têm alto potencial de reciclagem. O fator preocupante é que tais embalagens descartadas, denominadas aqui de Resíduos de Geração Imediata, não passam por nenhum processo de reciclagem e são incorporadas aos Resíduos Sólidos Domiciliares, que é um grande erro por parte da população. Boa parte delas é destinada aos aterros sanitários, mas parte significativa é incorporada irregularmente aos resíduos da construção civil ou fica vagando pelas vias públicas causando transtornos de diversas ordens quando não são descartadas próximas a mananciais ou reservas de água. 
O processo recomendado para a disposição adequada do lixo domiciliar é o aterro, existindo dois tipos: os aterros sanitários e os aterros controlados. A diferença básica entre um aterro sanitário e um aterro controlado é que este último prescinde da coleta e tratamento do chorume, assim como da drenagem e queima do biogás. O grande gargalo para a implantação dos aterros sanitários são os gastos com elaboração do projeto as licenças até a conclusão da obra que exige investimentos por parte dos municípios, e muitos preferentes depositarem seus resíduos em aterros improvisados mesmo que sejam prejudiciais ao meio ambiente.   

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