segunda-feira, 11 de agosto de 2014


Comunidade Surda do Brasil

As comunidades surdas estão espalhadas pelo país, e como o Brasil é muito grande e diversificado, as pessoas possuem diferenças regionais em relação a hábitos alimentares, vestuários e situação socioeconômica, entre outras. Estes fatores geraram também algumas variações linguísticas regionais. 

Cultura surda é o jeito de o sujeito surdo entender o mundo e de modificá-lo a fim de se torná-lo acessível e habitável ajustando-os com as suas percepções visuais, que contribuem para a definição das identidades surdas e das “almas” das comunidades surdas. Isto significa que abrange a língua, as idéias, as crenças, os costumes e os hábitos de povo surdo. Descreve a pesquisadora surda:
[...] As identidades surdas são construídas dentro das representações possíveis da cultura surda, elas moldam-se de acordo com maior ou menor receptividade cultural assumida pelo sujeito. E dentro dessa receptividade cultural, também surge aquela luta política ou consciência oposicional pela qual o individuo representa a si mesmo, se defende da homogeneização, dos aspectos que o tornam corpo menos habitável, da sensação de invalidez, de inclusão entre os deficientes, de menos valia social.
(PERLIN, 2004, p. 77-78)
Fonte: STROBEL, Karin. As imagens do outro sobre a cultura surda. Florianópolis. Editora UFSC. 2008. (p.24)

Quantos Surdos no Brasil?
      "A população surda global está estimada em torno de quinze milhões de pessoas (Wrigley, 1996, p. 13), que compartilham o fato de serem linguística e culturalmente diferentes em diversas partes do mundo. No Brasil, estima-se que, em relação à surdez, haja um total aproximado de mais de cinco milhões, setecentos e cinqüenta mil casos (conforme Censo Demográfico de 2000), sendo que a maioria das pessoas surdas utiliza a língua brasileira de sinais (LIBRAS).(Karnopp, 2008, p. 16, Manual da disciplina de Libras EDU 3071 - digitalizado)


quinta-feira, 17 de julho de 2014

   
                                                                             

                                  

        O consumo acelerado dos recursos naturais e a deposição de resíduos e materiais descartados pela população denominados lixo são fatores importantes na crescente degradação ambiental; todas as consequências provenientes dessa prática, tais como poluição visual, proliferação de vetores de doenças, esgotamento de recursos primários, redução da biodiversidade, têm importância no contexto. Esses problemas são heranças do comportamento das gerações humanas passadas e vêm se agravando ao longo dos tempos. A dinâmica dos resíduos é hoje um assunto com grande destaque para o mundo, pois a exploração dos recursos naturais, a degradação do meio ambiente e a ocupação espacial pelo resíduo trazem problemas que afetam diretamente o meio social em que vivemos e ocasionam sérios desequilíbrios naturais. O homem sempre foi o motivo principal da produção e do consumo de bens e de serviços, sempre buscando satisfazer suas necessidades econômicas desde a revolução Industrial, ocorrida no século XIX, e a inserção dos novos hábitos, decorrentes da produção industrializada de bens foram os principais condicionantes do aumento de consumo e da cultura do descarte, desencadeando, assim, um processo de degradação ambiental no planeta causado pela produção exacerbada de resíduos sólidos.        Produtos com embalagens de descarte rápido, muitas vezes imediato, ou seja, logo após a aquisição do produto, é uma realidade. As embalagens de produtos de uso corriqueiro têm alto potencial de reciclagem. O fator preocupante é que tais embalagens descartadas, denominadas aqui de Resíduos de Geração Imediata, não passam por nenhum processo de reciclagem e são incorporadas aos Resíduos Sólidos Domiciliares, que é um grande erro por parte da população. Boa parte delas é destinada aos aterros sanitários, mas parte significativa é incorporada irregularmente aos resíduos da construção civil ou fica vagando pelas vias públicas causando transtornos de diversas ordens quando não são descartadas próximas a mananciais ou reservas de água. 
O processo recomendado para a disposição adequada do lixo domiciliar é o aterro, existindo dois tipos: os aterros sanitários e os aterros controlados. A diferença básica entre um aterro sanitário e um aterro controlado é que este último prescinde da coleta e tratamento do chorume, assim como da drenagem e queima do biogás. O grande gargalo para a implantação dos aterros sanitários são os gastos com elaboração do projeto as licenças até a conclusão da obra que exige investimentos por parte dos municípios, e muitos preferentes depositarem seus resíduos em aterros improvisados mesmo que sejam prejudiciais ao meio ambiente.   




      A disposição inadequada de resíduos sólidos no solo é um problema que é constatado na grande maioria dos municípios brasileiros, registrando-se milhares de locais inventariados, onde é necessária a remediação e a recuperação ambiental de áreas degradadas, bem como ações enérgicas no sentido de recuperar socialmente pessoas, que vivem de forma miserável da "catação de lixo". No Brasil, a forma mais barata e adequada para o destino final dos Resíduos Sólidos Domiciliares, RSD, é a disposição em forma de aterro sanitário. Efetivamente, as pequenas comunidades cujo número de habitantes é menor que 20.000 (73% dos municípios brasileiros) carecem de informações técnicas sobre os métodos de disposição final adequado a sua realidade, no que diz respeito aos aspectos de projeto, execução, operação e monitoramento ambiental. A disposição final dos resíduos coletados em pequenas comunidades é, em geral, realizada em valas / trincheiras, utilizando-se de técnicas basicamente de terraplenagem, e após a disposição, os resíduos são cobertos com solo todo dia. Essa forma de disposição é mais adequada que a feita nos “lixões” a céu aberto. Com o planejamento adequado a cada situação local o Aterro Sanitário no Brasil é a forma mais barata e adequada para o destino final dos resíduos sólidos. O Aterro Sanitário é o elo de uma corrente, que deve unir ações de minimização, reutilização e reciclagem de resíduos, no âmbito de programas públicos de educação ambiental, limpeza urbana e saneamento básico, e meio ambiente. O Aterro Sanitário é o elemento essencial da corrente, pois a disposição final dos restos, de todas atividades humanas é inexorável, sempre existe e, o simples lançamento dos restos dos resíduos no meio ambiente compromete a qualidade ambiental dos ecossistemas. Deve ser considerado ainda que, a abrangência das ações ambientalmente corretas nem sempre é a desejada e o resultado final sempre chega ao descarte no solo. Os aterros sanitários são obras projetadas com segurança ambiental para receber os resíduos, sendo considerados obras de engenharia, com preceitos técnicos desenvolvidos, para minimizar os impactos ambientais. A sua operação diária dentro de especificações técnicas definidas garante a segurança sanitária e ambiental necessária.

http://etg.ufmg.br/~gustavo/geotecniaaplicada/p4.pdf

segunda-feira, 5 de maio de 2014



Governo federal repassa R$ 408 milhões para alimentação e transporte escolar.





O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) repassou R$ 408,9 milhões a estados e municípios, na última quarta-feira, 30 de abril, referentes ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e ao Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate). Os recursos estarão disponíveis nas contas dos beneficiários na próxima segunda-feira, dia 5.
Para a alimentação escolar de alunos da educação básica, foram transferidos R$ 347,7 milhões. Já para o transporte de estudantes residentes em áreas rurais, o repasse foi de R$ 61,1 milhões. O valor transferido para cada ente federativo está disponível no portal eletrônico do FNDE (www.fnde.gov.br), no Sistema de Consulta à Liberação de Recursos.
Este ano, o orçamento do Pnae é de R$ 3,6 bilhões, para beneficiar 42 milhões de alunos da educação básica (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos). O dinheiro é transferido em 10 parcelas mensais, para atender 200 dias letivos no ano, e deve ser utilizado na aquisição de gêneros alimentícios para a merenda escolar, sendo 30% empregados na compra direta de produtos da agricultura familiar.
Já os repasses financeiros do transporte escolar são feitos em nove parcelas a estados e municípios com estudantes da educação básica residentes na zona rural. A transferência é automática, sem necessidade de convênio, e o recurso deve ser utilizado no custeio de despesas diversas, como consertos mecânicos, compra de combustível ou terceirização do serviço de transporte escolar. O orçamento do programa para este ano é de R$ 594 milhões.
Sexta, 02 Maio 2014 17:20
http://www.fnde.gov.br/financiamento/fundeb/fundeb-apresentacao



FUNDEB-FNDE

         O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – Fundeb foi criado pela Emenda Constitucional nº 53/2006 e regulamentado pela Lei nº 11.494/2007 e pelo Decreto nº 6.253/2007, em substituição ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério - Fundef, que vigorou de 1998 a 2006.
É um fundo especial, de natureza contábil e de âmbito estadual (um fundo por estado e Distrito Federal, num total de vinte e sete fundos), formado, na quase totalidade, por recursos provenientes dos impostos e transferências dos estados, Distrito Federal e municípios, vinculados à educação por força do disposto no art. 212 da Constituição Federal. Além desses recursos, ainda compõe o Fundeb, a título de complementação, uma parcela de recursos federais, sempre que, no âmbito de cada Estado, seu valor por aluno não alcançar o mínimo definido nacionalmente. Independentemente da origem, todo o recurso gerado é redistribuído para aplicação exclusiva na educação básica.
Com vigência estabelecida para o período 2007-2020, sua implantação começou em 1º de janeiro de 2007, sendo plenamente concluída em 2009, quando o total de alunos matriculados na rede pública foi considerado na distribuição dos recursos e o percentual de contribuição dos estados, Distrito Federal e municípios para a formação do Fundo atingiu o patamar de 20%.
O aporte de recursos do governo federal ao Fundeb, de R$ 2 bilhões em 2007, aumentou para R$ 3,2 bilhões em 2008, R$ 5,1 bilhões em 2009 e, a partir de 2010, passou a ser no valor correspondente a 10% da contribuição total dos estados e municípios de todo o país.
http://www.fnde.gov.br/financiamento/fundeb/fundeb-apresentacao

O objetivo desta postagem era esclarecer o questionamento levantado em a respeito da vigência do FUNDEB. Que é de 14 naos, sendo o mesmo criado pela Emenda Constitucional nº 53/2006 e regulamentado pela Lei nº 11.494/2007 e pelo Decreto nº 6.253/2007, em substituição ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério - Fundef, que vigorou de 1998 a 2006. E a parte do dia 1º de janeiro de 2007, entrou em vigor, para um período de 2007-2020.

domingo, 4 de maio de 2014


4 Pilares da Educação










        A partir dos quatro pilares de uma educação para o século XXI, indicados por Jaques Delors no seu famoso relatório, Rubem Alves faz uma abordagem livre e crítica, característica marcante do seu pensamento. Ele discute profundamente o papel da escola e a impossibilidade de analisá-la à parte do mundo e da sociedade. Muitas coisas tidas como óbvias somente são percebidas em sua profundidade depois que alguém como Rubem Alves as analisa. Navegando pelos campos da história, religião, filosofia, através de histórias, poesias, analogias, Rubem Alves aponta caminhos, polemiza, concilia e cobra posturas práticas.  




Oswaldo Conti-Bosso











https://www.youtube.com/watch?v=3_WuJdw-MEo